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Maturidade técnica em M&A: o due diligence que evita surpresas caras

Fusões e aquisições avaliam finanças, jurídico e mercado — mas raramente o estado real da tecnologia. O resultado é pagar preço premium por um sistema que vai exigir milhões para ser operável.

rune.dev·Estratégia & Negócio
22 de janeiro de 20269 min de leitura

O que o due diligence tradicional ignora

Due diligence financeiro examina balanços e passivos legais. O que raramente é examinado com o mesmo rigor é a saúde técnica do produto: débito técnico, cobertura de testes, documentação e dependências críticas em pessoas específicas.

Os riscos mais comuns em aquisições tech

  • Débito técnico massivo — produto funciona mas não pode ser modificado sem risco de quebra.
  • Dependência de pessoas-chave — o sistema inteiro está na cabeça de uma pessoa que pode sair.
  • Stack obsoleta — linguagens ou frameworks sem manutenção ativa, com vulnerabilidades conhecidas.
  • Ausência de testes automatizados — qualquer mudança requer validação manual extensiva.
  • Infraestrutura não documentada — ambiente de produção configurado manualmente, impossível de recriar.

O impacto no valuation

Débito técnico severo pode justificar redução de 15-30% no valor negociado ou cláusulas de earnout condicionadas à resolução dos problemas identificados.

Próximo passo

Avaliando uma aquisição ou passando por due diligence?

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